sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Eu não sei mais o que fazer. Eu me sinto aflita, me sinto nervosa, tenho chorado por nada, meu coração tem doído demais, estou com vontade de gritar bem alto e não posso. Essa aflição nunca foi tão forte assim, esse nervosismo nunca foi assim tão louco, essa dor nunca foi tão dolorida. Eu não confio em mim, não confio....que ridículo, eu não confio em ninguém. Eu quero ficar sozinha, mas não consigo ficar sozinha. Eu quero fazer algo que sempre quis fazer ao mesmo tempo que não quero fazer porque penso que se eu fizesse isso seria uma maneira de estragar tudo que já está estragado. Meu corpo quer fazer algo pra esquecer tudo; eu quero chorar alto e não posso porque senão tenho que explicar meus motivos.
Eu quero acabar com essa aflição, esse nervosismo maldito, mas eu não tenho como. Tudo parece uma ilusão, uma ilusão que só quero viver e que nunca vai acontecer. É aqui que tudo começa a doer mais do que eu posso imaginar. Ver uma cena de amor, de carinho, de afeto só pioram tudo nessas horas. Eu sinto que não sou feliz quando tenho tudo que mais deixa uma pessoa feliz.
O que eu sou? Isso é um crise de identidade pelo jeito. Ou não, já passei da idade desse tipo de coisa, eu acho. Eu sei que estou em crise, só queria saber qual crise é.
Falam que no natal nós temos que refletir sobre tudo, eu refleti e não deu certo, só doeu mais e mais, chorei e tive ódio. Tem um buraco no meio do meu peito agora, pelo menos parece que tem, e parece também que nada vai tampá-lo tão logo. Esse natal foi e não foi bom. Não foi animado, pensei em coisas que não devia, desejei coisas demais e não tive retorno do jeito que eu queria. Espero que meu começo de 2010 seja mais alegre, sem depressão e sofrimento. Espero poder sorrir e esquecer essa depressão toda; quero rir da desgraça da minha familia que sempre nos faz rir nesses finais de ano. Eu sempre morro de rir, quero morrer de rir esse final de ano também.
A aflição tomou conta, a baixa-estima também, ver os outros feliz parece uma afronta e não devia ser assim, jamais. Quero um tempo, mas também não quero esse tempo. Tem como explodir a minha cabeça? Vai ser um favor a humanidade, com certeza. Quero explodir tudo pra não existir mais eu. Quem sou eu? Eu não sou nada, não sou gente, não sou animal, não sou objeto nem abstrato. Nem um pontinho no meio da mata ou da rua ou seja lá do que for, eu sou. Será que um dia eu vou ser alguma coisa além de um pontinho no meio do mundo?

Um comentário:

  1. Claro que você é alguma coisa!
    a pessoas que dependem de você, mesmo você não percebendo isso! e isso já a torna diferente, e não se prenda nas suas proprias ilusões, procure ocupar o tempo e não pensar em coisas que lhe fazer ficar tristee! num sei se ajudei..mas...eu tento...

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